Então, cansado de tudo que passei a vida lutando para não fazer, destranquei a porta do quarto de meu pai – passados longos vinte anos, destranquei a porta do quarto de meu pai – e lá estava tudo que ali esteve a vida toda... Menos ele!
Nada me prendeu a atenção e nada me fazia pensar em outra coisa: o espelho atrás da porta! Eu mesmo, com o passar do tempo, passei a esquecer das coisas, mas ele, o espelho, ainda tinha – eu sabia, tinha certeza que ali ainda estava guardada – a imagem de meu pai. E nele me pus a olhar, a me olhar e ver que, ali, só o via, pois havia muito dele em mim...
Nada me prendeu a atenção e nada me fazia pensar em outra coisa: o espelho atrás da porta! Eu mesmo, com o passar do tempo, passei a esquecer das coisas, mas ele, o espelho, ainda tinha – eu sabia, tinha certeza que ali ainda estava guardada – a imagem de meu pai. E nele me pus a olhar, a me olhar e ver que, ali, só o via, pois havia muito dele em mim...
Este microconto foi publicado no livro Entrelinhas - Antologia de contos e microcontos, São Paulo: Andross Editora, 2008 |
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